Nem percebo porquê
Ando aqui às voltas com algo no pensamento que me aflige há já muito tempo. A ideia geral de que existem pessoas boas e más e que às vezes se baralham essas qualidades, isto é, de que nem sempre somos bons e vice-versa.
Ocorreu-me escrever sobre isto hoje, nem sei ao certo porquê, mas calculo, apesar de não vos dizer.
Conheço algumas pessoas, das quais não sou próxima, que acariam em si muitas inimizades, que muitas vezes são cruéis, mas que das quais sou incapaz de ter algum tipo de desgostar. Como se as apreciasse, cada uma nas suas características muito específicas, enquanto seres humanos cheios de defeitos mas absolutamente geniais por isso mesmo. Como se houvessem pessoas quase vacinadas contra certos defeitos de certas pessoas.
Ocorreu-me escrever sobre isto hoje, nem sei ao certo porquê, mas calculo, apesar de não vos dizer.
Conheço algumas pessoas, das quais não sou próxima, que acariam em si muitas inimizades, que muitas vezes são cruéis, mas que das quais sou incapaz de ter algum tipo de desgostar. Como se as apreciasse, cada uma nas suas características muito específicas, enquanto seres humanos cheios de defeitos mas absolutamente geniais por isso mesmo. Como se houvessem pessoas quase vacinadas contra certos defeitos de certas pessoas.
E o que fazemos quando nos defrontamos com alguém cheio de defeitos e absolutamente adorável por isso e pelas suas imensas qualidades?
As suas palavras quase que nos enfeitiçam e as suas atitudes, muitas vezes condenáveis, ainda que nada de moralmente - em termos de senso comum sejam desprezíveis, deixarem de ter peso de desgosto.
Vá-se lá perceber a ironia do destino, parece-me agora, pelas minhas próprias palavras que de quem gosto mesmo, mesmo neste sentido abstrato de até rir com certos defeitos, são das pessoas coragem... sabem! aquelas que se ama ou se odeia mas que são transparentes como certos vidros. Isentas do peso tosco da falsidade.
Vá-se lá perceber a ironia do destino, parece-me agora, pelas minhas próprias palavras que de quem gosto mesmo, mesmo neste sentido abstrato de até rir com certos defeitos, são das pessoas coragem... sabem! aquelas que se ama ou se odeia mas que são transparentes como certos vidros. Isentas do peso tosco da falsidade.

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