Uma entrevista...
Fui chamada a atenção através de um e-mail para a entrevista dada pelo Embaixador Francisco Seixas da Costa a Maria João Avillez na revista Única do Expresso do último sábado. Fui ler e realmente tive que transcrever as duas últimas perguntas e respostas. Verdadeiramente já tinha uma opinião favorável a este Embaixador de carreira. Há tempos numa conferência coloquei-lhe uma questão à qual não fugiu, apesar de ser um pouco polémica. Já na altura impressionou-me o humanismo como falava do outro, daquele outro ser humano existente num qualquer lado. Sem os tão comuns laivos de "humanisticamente correcto" e da superioridade civilizacional. Impressionou-me a clareza, não muito vulgar a quem já foi político e permanece diplomata.
Quanto aos livros, como eu corroboro estas palavras, aproprio-me delas. As questões então:
E, consigo, há ainda que falar da vida, dos amigos, dos livros, das tertúlias...
Começo com os livros: uma tragédia! Nas estantes estão em dupla fila, ocupam mesas, empilham-se no chão. Não consigo ler todos, nem pensar nisso. Melhor que ler um livro, só o prazer de o comprar. A minha mulher diz que, se tivéssemos de regressar de repente a Lisboa, na nossa casa ou entrávamos nós ou os livros. Quanto aos amigos, embora os tenha, e bons, no Brasil, Lisboa fez-me alguma falta. A distância afecta-me a frequência da minha tertúlia, a Mesa 2 do «Procópio». É que eu sempre achei que, pelo facto de que esta vida são dois dias, devemos saber aproveitar bem as noites... Tenho cada vez mais necessidade de estar com os amigos e a família, precisamente porque os não gozo durante o tempo que estou fora. Criei muito bons amigos numa fase tardia da vida, tão bons como os mais antigos. E tenho a sorte de ter amigos fiéis, o que, em especial nos últimos anos, me deu uma fabulosa retaguarda de afectividade. Quanto à vida (ri), olhe, já concluí que é muito importante não ficarmos só sisudamente agarrados aos dossiês e às coisas chatas da profissão. É preciso saber dar um salto fora da rotina, ir beber um copo, jantar com a rapaziada, contar umas anedotas, ler blogues, mandar graças pela Internet. Tudo isto faz parte da minha vida, hoje talvez mais do que nunca.
O que é que ainda pede à vida?Começo com os livros: uma tragédia! Nas estantes estão em dupla fila, ocupam mesas, empilham-se no chão. Não consigo ler todos, nem pensar nisso. Melhor que ler um livro, só o prazer de o comprar. A minha mulher diz que, se tivéssemos de regressar de repente a Lisboa, na nossa casa ou entrávamos nós ou os livros. Quanto aos amigos, embora os tenha, e bons, no Brasil, Lisboa fez-me alguma falta. A distância afecta-me a frequência da minha tertúlia, a Mesa 2 do «Procópio». É que eu sempre achei que, pelo facto de que esta vida são dois dias, devemos saber aproveitar bem as noites... Tenho cada vez mais necessidade de estar com os amigos e a família, precisamente porque os não gozo durante o tempo que estou fora. Criei muito bons amigos numa fase tardia da vida, tão bons como os mais antigos. E tenho a sorte de ter amigos fiéis, o que, em especial nos últimos anos, me deu uma fabulosa retaguarda de afectividade. Quanto à vida (ri), olhe, já concluí que é muito importante não ficarmos só sisudamente agarrados aos dossiês e às coisas chatas da profissão. É preciso saber dar um salto fora da rotina, ir beber um copo, jantar com a rapaziada, contar umas anedotas, ler blogues, mandar graças pela Internet. Tudo isto faz parte da minha vida, hoje talvez mais do que nunca.
Sou muito modesto: só peço tempo.

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