quarta-feira, agosto 23, 2006

Ser ex-Presidente

Tenho que vos apresentar uma parte de um artigo/entrevista feita ao ex-Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, e que saiu na edição última do Expresso. Não posso deixar de manifestar que as atitudes de uns e de outros para o que, a mal ou a bem, foi Presidente (goste-se ou não) para além de roçarem a falta de educação demonstram muito pouco profissionalismo. Rei morto Rei posto! Chateia-me o país sem memória com tantos sem coluna vertebral.
Nota-se hoje um certo alheamento, a roçar a desconsideração, face ao ex-Presidente. Foi o que aconteceu a 26 de Julho, na conferência proferida no Instituto de Defesa Nacional (IDN). Tratava-se de uma sessão para assinalar o 30.º aniversário da instituição e, ao mesmo tempo, encerrar o ano académico. Muito notado foi o facto de Jorge Sampaio, convidado para falar dos vinte anos da integração europeia de Portugal, ter à sua espera o responsável pelas relações públicas do IDN e não o seu director, João Marques de Almeida, que se limitou a recebê-lo no seu gabinete. Igualmente notada foi a escassez de público no auditório, como fez notar e lamentar na sua interpelação o prof. Adriano Moreira, sempre no seu jeito sábio e diplomático. Significativa foi ainda a ausência de qualquer canal de televisão. Na plateia estavam antigos colaboradores em Belém, como Carlos Gaspar, Luís Salgado de Matos e Paulouro das Neves, o amigo de sempre João Cravinho, alguns militares na reserva, o ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva, Figueiredo Lopes, e antigos colegas de curso, como o ex-embaixador Carvalho Faria e o jornalista Francisco Sarsfield Cabral. Longe vão os tempos em que o mesmo auditório se enchia de militares e de fumo dos cigarros até de madrugada, para as assembleias do MFA. Chamava-se então Centro de Sociologia Militar e viviam-se os dias «loucos» do chamado PREC.

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