Manifesto Anti-Dantas
(...) BASTA PUM BASTA! UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM DANTAS É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D'INDIGENTES, D'INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO! (...) [José de Almada-Negreiros, Manifesto Anti-Dantas]
sexta-feira, junho 30, 2006
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobres "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugirdos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplendido de felicidade.
(PABLO NERUDA)
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobres "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugirdos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplendido de felicidade.
(PABLO NERUDA)
quarta-feira, junho 28, 2006
Impressão Digital
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
(António Gedeão)
Toda a Verdade…
Neste solarengo dia em que inauguro estas lides (e perdoem-me o vocabulário tauromáquico) em conversa com um amigo de longa data constato, uma vez mais, que o ser humano caminha, realmente, todos os dias, para a loucura.
A esquizofrenia colectiva vai-se aqui e ali manifestando. Ora imagine-se alguém, certamente com muito pouco que fazer, a ameaçar revelar a vida alheia, com os seus supostos podres, em Praça Pública. Cite-se, num Site da Internet produzido para o efeito.
Abordamos a história, não pela sua importância inequívoca, mas pelo exemplo que dá. A rede, a Internet possibilita-nos géneros de ambiguidades muito interessantes de serem observadas. Imagine-se que a pessoa x termina uma relação com o indivíduo y e… sem mais nem porquê uma das partes decide, ao abrigo do anonimato, cometer a indolência da ofensa. Isto é, senta-se ao PC, acede à Internet, cria um Site e edita todas as barbaridades que lhe vêm à cabeça.
Num destes dias a publicidade às empresas fornecedoras de ligação à Net terão nos seus slogans coisas do género “Vingue-se de uma traição arrastando o nome do seu ex!” ou ainda “Não dê a outra face, dê um estalo psicológico” ou melhor ainda “Há mar e mar, há ir e voltar. Mas a este país não voltas mais - Tens vergonha! Pecador”.
Todos sabemos que há uma Comissão Nacional para a Protecção de Dados, que existem Tribunais etc, mas depois da devassa pública o que nos resta?
Eu sugeriria uma vez mais a Internet, neste caso num Blog, mas, como todos estamos habituados às vezes as palavras trocadas ofendem sim, mas o comum leitor.
Resta-nos o futebol (pelo menos por enquanto) e a certeza que o meu amigo tomará a melhor das atitudes… afinal bem vistas as coisas pouco nos sobeja!
A esquizofrenia colectiva vai-se aqui e ali manifestando. Ora imagine-se alguém, certamente com muito pouco que fazer, a ameaçar revelar a vida alheia, com os seus supostos podres, em Praça Pública. Cite-se, num Site da Internet produzido para o efeito.
Abordamos a história, não pela sua importância inequívoca, mas pelo exemplo que dá. A rede, a Internet possibilita-nos géneros de ambiguidades muito interessantes de serem observadas. Imagine-se que a pessoa x termina uma relação com o indivíduo y e… sem mais nem porquê uma das partes decide, ao abrigo do anonimato, cometer a indolência da ofensa. Isto é, senta-se ao PC, acede à Internet, cria um Site e edita todas as barbaridades que lhe vêm à cabeça.
Num destes dias a publicidade às empresas fornecedoras de ligação à Net terão nos seus slogans coisas do género “Vingue-se de uma traição arrastando o nome do seu ex!” ou ainda “Não dê a outra face, dê um estalo psicológico” ou melhor ainda “Há mar e mar, há ir e voltar. Mas a este país não voltas mais - Tens vergonha! Pecador”.
Todos sabemos que há uma Comissão Nacional para a Protecção de Dados, que existem Tribunais etc, mas depois da devassa pública o que nos resta?
Eu sugeriria uma vez mais a Internet, neste caso num Blog, mas, como todos estamos habituados às vezes as palavras trocadas ofendem sim, mas o comum leitor.
Resta-nos o futebol (pelo menos por enquanto) e a certeza que o meu amigo tomará a melhor das atitudes… afinal bem vistas as coisas pouco nos sobeja!

